quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mentes Criminosas e o estudo da Sociologia

O filme consiste no cotidiano de uma jovem professora e o desafio de educar jovens, porém no filme esses são jovens problemáticos, marginalizados e de classe baixa, o desafio se encontra nisso, tentar transformar esses adolescentes, tentar tirá-los da marginalidade.
Na sociologia, que tem como objeto de estudo a sociedade, os indivíduos reunidos, diferentemente da antropologia, que estuda apenas o individuo, ela aplica e estabelece conceitos a grupos, resultado de observação, classificando os grupos sociais.
Observando o filme podemos relembrar alguns objetos estudados, como no exemplo da Sociologia da Educação, em que se estudam os processos sociais do ensino, a professora que tem de enfrentar uma turma violenta, desinteressada, ela tem de encarar, e sem outros apoios, desenvolver seu próprio meio de prender a atenção dos jovens, de se aproximar deles, de transmitir o conhecimento. Na Sociologia Jurídica, encara-se o uso de drogas ilícitas, atitudes e ações que vão de encontro as leis, normas, e vemos muitos casos desse tipo ao longo do filme, o que essa sociologia procura estabelecer é o direito não como conjunto de normas, mas o que se é vivenciado. A Sociologia do Trabalho, mostra na personagem da professora que a teoria, o que se aprende dentro de uma universidade, é apenas teoria, é uma base do que virá, mas a prática, que esse ramo da sociologia estuda é que é a grande dificuldade, a realidade.
No filme pode-se observar em quase todos os momentos o estudo social, denominado Sociologia da Violência e da Criminalidade, onde retrata a violência criminosa, a de desrespeito, a violência que desencadeia brigas, jovens drogados, violentos, marginais, muitas vezes resultado das diferenças de classes sociais, de abandono, desprezo, e ausência dos pais.
Partindo para o Multiculturalismo, contexto que engloba a todos os personagens, multiculturalismo, que são diversas culturas, costumes e modos de vida, reconhecimento das diferenças, vemos no filme o desrespeito pelos Mexicanos, a xenofobia muito aguçada nos outros jovens, acarreta violência mútua, as diferenças de costumes das classes, a professora que por gostar de poesia, tenta aproximar os alunos pela poesia, que poucas pessoas gostam, ou entendem, ela consegue vencer essa diferença, até desmistificando a idéia de que poesia é coisa de intelectuais, ou gente de classe mais alta, ela une a turma, e ainda consegue fazer com que gostem, e produzam poesias.

O que é o Eu.?

Um homem que se põe à janela para ver os que passam, se eu estiver passando, posso dizer que ele se pôs aí para me ver? Não, pois não pensa em mim em particular.
E quem ama alguém por causa de sua beleza, ama-a de fato? Não, pois a varíola, que matará a beleza sem matar a pessoa, fará com que não mais a ame.
E se me amam por meu discernimento, por minha memória, será que amam a mim? Não, pois posso perder essas qualidades sem me perder.
Onde então estará esse eu, se não está nem no corpo, nem na alma? e como amar o corpo ou a alma a não ser por essas qualidades, que não são o que faz o eu, já que são perecíveis? Amaríamos a substância da alma de uma pessoa abstratamente, e algumas qualidades que nela existissem? Isso não é possível, e seria injusto. Portanto, jamais se ama alguém, mas somente qualidades.Assim, que não se zombe mais daqueles que se fazem honrar por cargos e funções, pois só se ama alguém por qualidades de empréstimo."



-Pascal